Nos festejos nacionalistas onde o pão e circo governa e as cidades brasileiras se tingem, usamos nosso direito de liberdade de expressão... Uma intervenção através de poesia maldita, onde exclamamos durante o disciplinado desfile, nossa insatisfação à uma pátria de aparências mil.
Mostrando que a história se faz não apenas se estuda!
Embora não existe a “verdade” política absoluta, como anarquistas primamos pelo direito de autogerir-se ao invés de sermos subjugados por um Estado onde seus três poderes democráticos não trabalham com clareza e honestidade para a sociedade que deveriam servir... O que vemos é o povo servindo ao Estado!
Por isso fomos falar ao som da marcha, onde pessoas se voltaram, escutaram e refletiram sobre o circo hoje proposto, através da arte marginal hoje sacudimos o jugo!
Lisos e malditos
Em ternos corsos comícios
Com seus pornosorrisos
Com seus pornofuxicos
Mudam de cara, cabelos, corpos e risos.
E quem se importa com a febre do país dos enigmas?
Mais a quem importa homens encharcados de lama
Lisos e malditos
Para os [bem]ditos, nada mais é
A não ser seus sermões ilusórios
Vão conviver entre Armani’s e ratos
Seus [bem]ditos hipócritas!
E os pratos e trapos
Estão jogados nos quintais da vida
Modelados pelo desejo de ser
Voando pelos relampejos
E rastejando pelas noites clandestinas
Entre lençóis de noite e fulgor
Se erguerá da vontade obsoleta
Os malditos perfumados do passado
Depois de tanto ardor
Espero a vida colorida
Coroada peça aurora perdida.
Karina Meireles
O Movimento
domingo, 7 de setembro de 2008
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2 comentários. Comente também!:
ótima poesia!
lindo, lindo!
Pode crer.
Foda. Tá faltando.
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