quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Trabalhadores se organizando na Grécia‏

Mas uma postagem de notícias da Grécia que eu recebi por e-mail de um amigo.

Trabalhadores se organizando na Grécia‏

Comunicado da Assembleia da Ocupação da Sede da Confederação Sindical

Nós, trabalhadores manuais, empregados, desempregados, trabalhadores temporários, locais ou imigrantes, não somos telespectadores passivos. Desde o assassinato de Alexandros Grigoropoulos na noite do sábado temos participado nas manifestações, nos confrontos com a polícia, nas ocupações no centro e nos bairros. Uma e outra vez tivemos que deixar o trabalho e nossas obrigações diárias para tomar as ruas com os alunos do secundário, os estudantes universitários e os demais proletários em luta.

DECIDIMOS OCUPAR A SEDE DO GSEE (Confederação Geral dos Trabalhadores Gregos)

-Para convertê-lo em um espaço de liberdade de expressão e um ponto de encontro para os trabalhadores

-Para desmentir a falácia espalhada pelos meios de comunicação que nos situa, aos trabalhadores, à margem dos confrontos, e que mostra a raiva de estes dias como o assunto de aproximadamente 500 "encapuzados", "hooligans" ou qualquer outra invenção, enquanto os écrans de televisão nos apresentam como vítimas do confronto, enquanto a crise capitalista na Grécia e no mundo inteiro dá lugar a incontáveis despedimentos que os meios de comunicação e seus gestores tratam como um "fenómeno natural"

-Para combater e desmascarar o papel da burocracia sindical na sabotagem da insurreição, e não só aí. O GSEE e todo o mecanismo sindical no qual se tem apoiado durante décadas e décadas, sabota as lutas, negocia nossa força de trabalho por migalhas e perpetua o sistema de exploração e escravidão assalariada. A postura do GSEE da quarta-feira passada é bastante reveladora: o GSEE cancelou a manifestação de trabalhadores que estava programada, acabando de repente a organização de uma pequena reunião na praça Syntagma, procurando assegurar deste modo que as pessoas se afastassem o mais rápido possível da praça, já que temiam que os trabalhadores nos víssemos infectados pelo vírus da insurreição.

-Para abrir este espaço pela primeira vez -como uma continuação da abertura social gerada pela própria insurreição -, um espaço construído com nossas contribuições, e do qual fomos excluídos. Durante todos
estes anos confiamos nossos destinos em salvadores de todo o tipo, e terminamos perdendo nossa dignidade. Como trabalhadores devemos começar a assumir nossas responsabilidades, e deixar de ceder nossas
esperança a bons líderes ou representantes "aptos". Devemos ter a nossa própria voz, encontrar-nos e reunir-nos, falar, decidir, e actuar. Contra o ataque generalizado que suportamos. A criação de resistências colectivas "de base" é o único caminho.

-Para propagar a ideia do auto-organizaçã o e a solidariedade nos postos de trabalho, os comités de luta e as práticas colectivas desde a base, abolindo os burocratas sindicais.

-Todos estes anos aguentamos a miséria, a resignação, a violência no trabalho. Chegamos a acostumar-nos a contar os mutilados e os nossos mortos -os incorrectamente chamados "acidentes de trabalho". Acabamos
acostumando- nos a olhar para o outro lado ante a morte dos imigrantes -nossos companheiros de classe-. Estamos cansados de viver com a ansiedade de termos que assegurar um salário, de pagar uns impostos, e uma pensão de reforma que agora parece um sonho distante.

Tal como lutamos para não abandonar as nossas vidas nas mãos dos chefes e dos representantes sindicais, do mesmo modo não abandonaremos os rebeldes detidos nas mãos do estado e do sistema jurídico.

LIBERTAÇÃO IMEDIATA SEM ACUSAÇÃO DOS DETIDOS

AUTOORGANIZAÇÃ O DOS TRABALHADORES


GREVE GERAL


ASSEMBLEIA DE TRABALHADORES DO EDIFÍCIO "LIBERTADO" DO GSEE

Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008, às 18 horas

3 comentários. Comente também!:

Sangue, suor e barricadas disse...

lutemos aqui no brasil também!
linka meu blog ai, para os blogs libertários tenham cada vez mais leitores.

Rubia Serafim disse...

Ainda bem que escreveu sobre os protestos na Grécia, ouvi tanta porcaria que já nem sabia o que escrever.

Raphael Soulcialista disse...

visite:
http://www.arquivobakunin.blogspot.com/

Arquivo Bakunin.

Estamos começando.